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quinta-feira, 15 de abril de 2010

é, pois é, é, né?

Ser diferente não é fácil, mas pode ser muito divertido. Não preciso fingir que gostei de nada que me desagradou. Posso dizer "eu te amo" para qualquer pessoa. Eu disse, uma vez, eu era bem pequena. Eu e minha mãe estávamos saindo de uma das muitas consultas que fiz e ainda faço. Só nós duas no elevador. De repente a porta se abre e entra um homem triste. Ele vestia terno e parecia ter todo o peso do mundo nas costas. Ele nem olhou para mim, nem para minha mãe. Entrou e ficou encolhido, lá no fundo do elevador. Foi nessa hora que eu disse bem alto: - "Eu te amo!!!"

Não disse para minha mãe, eu olhei bem na cara dele e disse: -"Eu te amo". "O quê?" - Ele respondeu meio trêmulo e discrente, como se achasse que não tinha entendido direito. Eu repeti: -"Eu te amo!" Não tinha dúvidas, era para ele. Minha mãe ficou até meio sem graça, essas coisas de gente normal que não quer que ninguém o perceba. O homem cresceu, porque o mundo desceu de suas costas. Ele também sorriu e repetiu um monte de vezes de um jeito engraçado "Obrigado, meu bem!" "Obrigado".

É tão bom poder dizer "Eu te amo!!!" ainda bem que eu sou diferente.